quinta-feira, 31 de maio de 2012

Materia super interessante do Jerry (Habitos que criei na Australia)

Quando cheguei à Austrália, back in 2006, ficava surpreso com quase tudo. Apesar da cultura australiana não ser absurdamente diferente da brasileira, ainda assim por várias vezes tive algum tipo de choque cultural que ia da comida ao trânsito. Hoje já me acostumei com quase tudo e criei esta lista de hábitos que criei aqui na Austrália

Pode parecer caipira, mas não me lembro de ver ou usar uma kettle no Brasil. Sempre que precisava ferver água colocava um conteiner no microondas ou uma panela no fogo. Aqui toda casa, literalmente todas, tem um kettle na cozinha. Depois de muito tempo aqui comprei o meu e hoje uso quase que diariamente.

O Chá da tarde é uma tradição inglesa que continua viva aqui na Austrália. De fato, muitos dos costumes australianos vem da terra da rainha, só não entendo ainda como um país com tão forte influência inglesa pode não gostar de futebol. No verão aposentei temporariamente o chá, mas no inverno ele é a bebida preferida da tarde.

A primeira vez que dirigi aqui na Austrália foi um choque. Sentia que todos estavam errados e eu certo. Buzinavam para mim a quase toda semana (e aqui ninguém buzina)  e literalmente cheguei a me irritar umas 3 vezes por confusões no trânsito. Com o tempo fui percebendo que o errado era eu e hoje fico em choque quando tenho que dirigir no Brasil.

No Brasil dificilmente ia pra cama antes da uma da manhã. Aqui na Austrália se você ligar para alguém às 10 da noite certamente esta pessoa estará dormindo. Não vou pra cama tão cedo, mas aqui depois das 11 da noite raramente se vê alguma luz acesa. As crianças vão pra cama no máximo às 8 da noite. Outro dia conversei com uma amiga Australiana de uns 23, 24 anos que disse que as 9:30 da noite pontualmente todos os dias ela já está dormindo. A Michelle tem uma amiga que às 9 da noite já está na cama. Não consigo dormir tão cedo, mas tenho evitado dormir tão tarde como fazia no Brasil.

Acho que ainda não me adaptei a tudo neste sentido, mas aqui na Austrália eles levam absolutamente tudo a sério. Por exemplo. Se no Brasil você combina com um amigo de andar de bicileta ele simplesmente aparece na sua casa e vocês saem. Aqui o cara vai comprar a melhor bicileta, vai comprar todas as roupinhas de ciclista, vai comprar todos os equipamentos, velocímetro, e todas as parnafenalhas que você imaginar e ai sim vai aparecer na sua casa.

Isso hoje me irrita demais entre os brasileiros. Aqui todo mundo é pontual e eu rapidamente peguei o mesmo hábito. Ontem marcamos de encontrar uma pessoa e eu cheguei 40 minutos atrasado. Sinceramente fiquei desesperado, pensei que o cara fosse me xingar e achei que ele nem fosse me atender mais quando eu chegasse a casa dele. Aqui se você marca algo às 8 da noite, não é 7:55, não é 8:10. É as 8 em ponto. Os brasileiros aqui ainda sofrem com isso. Conheci brasileiros que perderam o emprego aqui por chegarem todo dia 10, 15 minutos atrasados. Aqui não existe esta regalia, a não ser que seu trabalho seja flexível, geralmente como acontece para quem trabalh em alguns escritórios, 15 minutos de atraso pode significar que você não é comprometido o suficiente com seu trabalho.

Algo que aprendi, ams às vezes esqueço. Mais que um jargão, o No Worries Mate é um estilo de vida. Pra que se preocupar tanto com a vida se ela passa tão depressa.

Não praticava snowboarding no Brasil, apesar de uma das melhores estações ficar no Chile e Bariloche na Argentina também ter outra boa estação. Aqui comecei a praticar snowboarding e virou um vício, tanto que sempre que posso viajo para lugares onde tem neve para fazer snow.

Aqui, principalmente entre os australianos e não com os estrangeiros, o povo trabalha para viver e não vive para trabalhar, apesar de que isso tem mudado bastante nos últimos anos. O trabalho é apenas uma parte da vida das pessoas, mas não é a vida toda de quase ninguém. A grande oferta de empregos fez até que por um tempo o povo fosse um pouco relapso. Se eles não gostavam do trabalho simplesmente pediam as contas e iam embora.
Tudo isso vai depender muito da empresa onde você trabalhar, nem todas as empresas são assim, quanto maior o salário, ou dependendo da profissão, maiores as cobranças. Mas no geral o Australiano curte mais a vida do que trabalha. Quem trabalha são os estrangeiros que vem com aquela mentalidade infeliz de que precisam trabalhar para ganhar o máximo de dinheiro possível e serem bem sucedidos. Nunca vi um deles ser, mas tudo bem.
Outra coisa que vai depender é se você se sentirá satisfeito ganhando um pouco menos. Digo isso, pois quem quer crescer profissionalmente e ter melhores salários, aqui, como em qualquer lugar no mundo, vai ter que ralar muito, trabalhar até tarde, finais de semana, etc. Agora se você quer trabalhar menos e ter uma vida mais tranquila é possível, mas tudo tem seu preço.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Brasil é o país que mais gasta com defesa na América do Sul, diz relatório

Quito, 11 mai (EFE).- O primeiro relatório da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) com os dados oficiais de toda a região, distribuído nesta sexta-feira, revelou que os gastos com defesa do Brasil entre 2006 e 2010 representou 43,7% entre os países da região

O estudo, que contém dados da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, membros da Unasul, mostrou que em 2010 a região dedicou a defesa US$ 33,2 bilhões, frente aos 17,67 bilhões de 2006. No entanto, a percentagem com relação ao PIB se manteve estável devido ao crescimento econômico na América do Sul.

De forma acumulada, nesse período os doze países gastaram US$ 126,1 bilhões de dólares para esse fim, 43,7% dos quais correspondeu ao Brasil, com cerca de 55 bilhões, seguido da Colômbia com 17% e Venezuela com 10,7%. No entanto, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), Equador e Colômbia são os países que mais gastam em defesa na América do Sul.

Em 2010, o Equador dedicou 2,74% de seu PIB às forças armadas, contra 1,89% da Colômbia. O ministro da Defesa equatoriano, Miguel Carvajal, disse em comunicado que a despesa de seu país se destina à manutenção de pessoal e investimentos para recuperar a capacidade operacional, além do trabalho na fronteira

Quase 60% das despesas nesses cinco anos foi reservada para o pagamento de pessoal, enquanto o restante foi empregado em operações e manutenção, investimentos e pesquisa, nessa ordem. Além disso, o relatório revela que na América do Sul há quase três soldados por cada mil habitantes, número que se manteve estável desde 2006.

O Centro de Estudos Estratégicos de Defesa da Unasul recopilou os dados e apresentou seu relatório preliminar em Quito. O órgão, estabelecido há um ano em Buenos Aires, conclui que nesse período não há mudanças significativos, "nem elementos que permitam estabelecer uma tendência armamentista ou reflitam uma militarização da região".

Essa foi a primeira vez que os 12 Governos sul-americanos revelaram uns aos outros quanto gastam em defesa, uma medida com a qual pretendem fortalecer a confiança mútua e evitar conflitos.

A divulgação em comum dos dados é resultado do trabalho de três anos de um grupo de trabalho composto por Chile, Equador e Peru, que estabeleceu uma metodologia comum para a medição da despesa militar. EFE