segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Braussietv

O objetivo da Braussietv e ajudar e auxiliar os Brasileiros ao redor do mundo, e temos como meta fazer a cobertura de notíciasHistóriasvídeos, fotos, eventos e muito mais de cada brasileiro morando fora do país.

Se você tem um blog or site falando da sua viajem ou da sua  experiência  no exterior não exite de nos contatar que podemos fazer  parceria do seu site or blog no nosso canal, o material  Será analisado pela nossa produção e depois divulgado sem nenhum problema. 

Braussietv é um canal em desenvolvimento faca parte dessa familia, Compartilhe a sua viagem, porque a vida é feita de momentos.

A Braussietv  e baseada em 3 L (Love, Laugh and Learn).

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A próximo materia pode ser você...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Paris... ah Paris

Que Paris é mágica, todo mundo sabe, que ela é o destino mais romântico e inspirador do mundo também. Repleta de qualidades e de deliciosos clichês, ela é uma metrópole charmosa, artística, antenada, criativa e por aí vai. Não é para menos que ela é o centro do país desde os tempos romanos. Por isso, ao chegar a dica é uma só: se perca na mais fotogênica das capitais.
Cidade de cenários e monumentos, ela também tem grandes áreas verdes, como Berlim e Londres, possui um sistema público tão eficiente quanto as outras duas, além de ter uma temperada mistura de imigrantes, que faz com que seja eclética em todos os sentidos.


PASSEIO CULTURAL

O crème de la crème de Paris está sem dúvida em seus ícones, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Catedral de Notre-Dame, Champs-Elysées e a lista vai longe. Para ver alguns desses itens de uma vez, embarcar no Bateau Mouche e navegar pelo Sena é um bom começo. O passeio ajuda a dar uma visão geral e a se situar. Depois de deixar a embarcação e ter visto de uma maneira diferente como o centro da capital se organiza, saia caminhando pelas largas avenidas para conhecê-la de perto. Andando as margens do rio mais emblemático da Europa, não é preciso muito esforço para avistar a Torre Eiffel. Entrei na fila e em exatos 24 minutos já chegou a minha vez, mas enquanto esperava escutei mais de 6 idiomas diferentes e se não fosse a enorme construção quase ao lado, era bem capaz de achar que estava em outro país.
Dentro do elevador a vista já é incrível e quando se chega em cima então, melhor ainda. Do topo, a capital era perfeita como uma maquete. De volta ao chão, uma barraquinha logo em frente vendia crepes e alguns lanches rápidos. A escolha foi um cachorro quente e um refrigerante por €5,50. O atendente perguntou se eu queria mostarda, respondi que sim, inocentemente, na primeira mordida os olhos encheram de água e deu vontade de pular no rio. Era super picante, fica aí a dica: cuidado com a barraquinha de lanches embaixo da torre!
Algumas quadras dali, o monumental complexo Les Invalides fixa os olhares curiosos. Além do belo hotel que dá nome ao espaço e que possui uma majestosa cúpula dourada, é possível visitar o Musée de L´Armée, com um coleção completa sobre a história militar, o Musée de L´Ordre de la Libération, criado para homenagear atos heróicos durante a segunda guerra, e Plans-Reliefs, com uma coleção de miniaturas de fortes franceses. Do Les Invalides dá para esticar até o Musée d´Orsay, que de antiga estação ferroviária se transformou em um dos maiores acervos de arte do mundo. A maioria das obras expostas são quadros e esculturas dos séculos XVIII e XX, com destaques para Matisse, Renoir e Van Gogh. Em frente ao d´Orsay, mas do outro lado do Sena, a pirâmide não deixa ninguém na dúvida, ali está o Louvre.
Com apenas 9€ é possível entrar na história e conhecer o maior e um dos mais antigos museus do mundo. Havia tanta gente no hall, que parecia que o passeio seria marcado por uma série de esbarrões. Mas não foi isso que aconteceu, era possível passar por algumas alas sem encontrar ninguém. O agito estava mesmo na obra de Da Vinci, Monalisa, protegida por um vidro e cordões de segurança. Todo mundo tirando uma foto e aproveitando alguns sofás ali perto para sentar. Em apenas um dia é impossível ver o Louvre como ele merece ser visto, seria preciso semanas, meses até. Como tinha quatro horas para visitá-lo era importante priorizar. Foquei nas alas de pintura europeia, antiguidades egípcias e orientais. Como há museus para todos os gostos na capital francesa, para que o passeio não fique caro o ideal é adquirir o Paris Museum Pass, com preços que variam de 30 a 60 euros dependendo do número de dias.
Depois de visitar o Louvre com certeza bate um cansaço. O bacana é esperar o dia seguinte para continuar na rota cultural e ir até o Centre Pompidou. Moderno, com suas fachadas de vidro e as tubulações de água à mostra, ele contrasta com as construções antigas da vizinhança. Antes de entrar é impossível ficar indiferente aos artistas de rua que ficam na praça em frente, tentando mostrar seu trabalho e ganhar algumas moedas. O centro cultural abriga o Museu de Arte Moderna, uma biblioteca de três andares, que está entre as mais freqüentadas do mundo, além de cinemateca e uma ampla área de exposições.
Mudando de ares, o próximo passo pode ser a Catedral de Notre-Dame. Ao sair da estação de metrô Saint-Michel, já é possível ver uma das construções góticas mais exuberantes do mundo. Foram dois longos séculos de trabalho até que finalmente ficasse pronta. A catedral conta a própria história de Paris e testemunhou a coroação de Napoleão Bonaparte e o funeral de Charles de Gaulle. Um burburinho de turistas se acumula no interior da construção para fotografar, rezar, contemplar os 200 vitrais, as imensas abóbadas, as relíquias e as rosáceas, em que uma mostra a imagem da Virgem Maria e a outra de Jesus. A beleza da catedral fica ainda mais evidente quando se olha de fora, as margens do Sena ou quando se navega pelo rio e se avista a igreja estrategicamente posicionada na Ilê de la Cité, a ilha em forma de barco no coração de Paris.
De metrô até a praça Charles de Gaulle chega-se até o ícone triunfal construído a pedido de Napoleão para celebrar as vitórias militares. A obra se tornou um símbolo francês e o Arco do Triunfo famoso em todo mundo. Medindo 50 metros de altura e 45 de largura, ele é repleto de relevos e esculturas e na base há o túmulo de um soldado desconhecido, em memória aos mortos na primeira guerra. Todas as noites, veteranos voluntários acendem a chama da memória no exato local que o jovem foi enterrado. Dá para subir até plataforma panorâmica e ver as 12 avenidas que partem do arco e se espalham por toda a capital. Uma delas é a Champs-Elysées, que deixa Paris ainda mais irresistível.


HORA DE COMPRAR
Moda e Paris têm tudo em comum, não é para menos que a capital é naturalmente fashion e tentadora. Lojas e mais lojas salpicam a célebre avenida parisiense. A quantidade de restaurantes, cafés e jardins clássicos criam um ambiente ideal para passear e adquirir algumas coisinhas, tipo bolsas, sapatos e roupas. Mas isso é apenas para quem está disposto a pagar alto. O desfile das principais grifes mundiais é assistido por toda a via e se prolonga até a Praça da Concórdia.
Sofisticação à parte, a rua Faubourg Saint Honoré possui as maisons mais famosas do mundo, sendo um dos locais mais exclusivos na cidade. Por ali ainda é possível encontrar ateliês de consagrados estilistas. Se a intenção é alta costura, a Avenue Montaigne é uma boa opção, se é o endereço da moda prét-à-porter que interessa, o destino pode ser a Saint Germain dês Prés. Para visitar as melhores joalherias, a Place Vendôme vale o passeio.
Não dá para deixar de lado pelo menos uma olhada nas lojas de departamento, que reúnem quase tudo em um mesmo endereço. La Samaritaine, Printemps são algumas sugestões. Porém, a mais procurada é a Galeria Lafayette, que em 10 mil metros quadrados expõe de cosméticos a vestidos de noivas, de aparelhos eletrônicos a utilidades domésticas.
Para não gastar demais e ainda garimpar peças diferentes, o mercado de pulgas em Saint Ouen, que acontece aos finais de semana, é ótimo para comprar antiguidades e roupa de segunda mão.


GASTRONOMIA: A OITAVA ARTE

Assim como as compras, a gastronomia da capital é um capítulo especial. Há novos chefs criando, antigos aprimorando e juntos levam mais sabor a culinária francesa. As boas sugestões estão em cafés, nos bistrôs, nos restaurantes dos museus, dos palácios ou nas cozinhas menores perdidas em alguma viela. Não importa onde, comer bem em Paris é uma obrigação.
A alta gastronomia tem diversos representantes instalados na Champs-Elysées, como o Bristol, Chiberta, Copenhague, Lasserre, Meurice, Maree entre outros. A capital também tem uma série de restaurantes clássicos, de comida rápida, além dos mais conceituais. Para quem visita a cidade jantar no Altitude 95 ou no Jules Verne, ambos na Torre Eiffel, é uma boa dica. Com pressa e sem muitos euros na carteira, as barraquinhas de crepe são opções bem em conta. Caso esteja passeando pelo charmoso bairro Marais, o Le Loir dans la Théière, é o tipo de local que só quem mora na vizinhança conhece. A decoração faz o estilo bagunçado, com cadeiras diferentes e vários pôsteres e cartazes na parede. Da cozinha saem massas, saladas e sobremesas como a torta Tatin, acompanhada de sorvete de creme.
No quesito tradição, o La Tour d´Argent, o mais antigo de Paris e que tem fama de ser um dos mais lendários do mundo, é imbatível. Construído no século XVI e elaborado em estilo renascentista, ele conserva até hoje a decoração original.
É nesse restaurante que a receita de “pato ao sangue”, em francês “Caneton”, é servida. O prato é preparado pelo chefe no meio do chiquérrimo salão e ainda o cliente recebe um número referente ao seu pato, assim pode guardar de recordação e dizer que já comeu um autêntico Caneton.


GAY-FRIENDLY

Paris é descrita como aberta e que leva muito a sério os ideais marcados em sua bandeira. A cena gay tem um espaço importante para o turismo e novidades para esse público estão sempre pintando na capital. O bairro de Marais concentra a maioria dos bares, das lojas e dos restaurantes direcionados aos homossexuais. Além de ter os museus Picasso, Carnavalet e Pompidou, a região concentra a cena gay da cidade e enche de cor o resto da capital. Há centenas de endereços dedicados exclusivamente para quem quer curtir o dia e a noite. Para conhecer melhor o bairro, o passeio pode começar pela pelo Open Café, no cruzamento das ruas Des Archives e Saint Croix de la Bretonnerie. Nesse miolo, há o sex-shop IEM, que vende de tudo um pouco. Para jantar a dica pode ser o simpático Curieux Spaghetti ou tomar um vinho no bar B4. À noite pode ser aproveitada nas danceterias Full Metal, nos três andares da Bears´den e nas festas exclusivas do Le Dépôt. Já o público feminino prefere a região sul do bairro, no entorno da rua Roi de Sicile e Dês Ecouffes, com diversas lojas e bares. Cada um encontra o seu espaço em Paris.

Uruguai, nosso vizinho elegante

 por Paulo D’Amaro - Novembro 2011
Quem acompanha os noticiários sabe que volta e meia se ouve falar de mazelas e percalços em nossos vizinhos latino-americanos. Mas, se você prestar bem atenção, verá que existe um país que dificilmente figura nas manchetes. É o Uruguai. Com apenas 3,5 milhões de habitantes, nosso vizinho tem um índice de desenvolvimento humano (IDH) bem maior que o do Brasil e empatado com Chile e Argentina. Ou seja, é uma nação estável, muito segura e amigável quando se fala de turismo. Sobretudo graças a seu povo polido e educado, que tem o maior índice de escolaridade do continente. Os uruguaios sabem como ninguém na América do Sul investir em novidades sem destruir os marcos de seu passado. Por isso, viajar para as principais cidades da pequena nação é certeza de unir diversão e conhecimento. A elegante Punta del Este, a europeizada Montevidéu e a histórica Colonia del Sacramento guardam, cada uma à sua maneira, boas surpresas para os visitantes.


Punta del Este – para apostar suas fichas
Ela está para o Uruguai como o Rio de Janeiro para o Brasil. Em outras palavras, repleta de belas praias, é a capital nacional do turismo, da diversão e da alegria. Mas com diferenças fundamentais em relação à “nossa” cidade maravilhosa. Punta é um lugar muito seguro, onde o jogo é permitido, sem que isso crie qualquer problema – pelo contrário. Também é menor, muito menor. Sua população fixa não ultrapassa 22 mil pessoas. Mas aumenta quase 10 vezes nos períodos de férias, principalmente graças à invasão de argentinos. É comum a classe média-alta de Buenos Aires ter casas de veraneio por ali. Afinal, basta um voo de uma hora ou uma viagem de ônibus e barco que dura cerca de seis horas para chegar lá.
Obviamente, o principal atrativo são as praias. Situada numa “esquina” do território uruguaio, ela tem seu coração em uma península de pouco mais de 2 km de comprimento por 500 metros de largura. Dessa forma, a cidade ganhou o privilégio de agregar, a poucos metros de distância, tanto praias de águas calmas – boas para famílias com crianças – quanto as repletas de ondas e vento – na medida para os fãs de esportes radicas. Basta escolher, respectivamente, entre o lado oeste (voltado para o Rio da Prata) ou leste (de cara para o Oceano Atlântico). Os nomes já dizem tudo: se de um lado se destaca a Playa Mansa, do outro desponta a Playa Brava.
Alguns marcos visuais embelezam o cenário e tornam fácil se localizar. É o caso da célebre escultura de uma mão saindo da areia, um símbolo da cidade. La Mano, como é chamada, foi uma criação do artista plástico Mario Irarrazabal para representar “a presença do homem surgindo da natureza”. Poesias à parte, o fato é que ninguém sai de Punta sem uma foto ali.
Mas há quem prefira um cenário mais tradicional: o Farol de Punta, situado na pontinha da península. Construído em 1860, sua estrutura permanece intacta após 151 anos, graças a um achado científico casual: a argamassa usada, feita a base de terra vulcânica trazida da Itália, se mostrou mais resistente até que o concreto, curiosidade que leva muita gente a querer conhecer o “farol indestrutível”. A maioria, porém, se interessa simplesmente pelo agradável panorama da construção em meio a palmeiras, pertinho do mar – talvez não haja no balneário imagem mais inspiradora e poética que essa. Dá para subir os 145 degraus até o alto do farol e, de lá de cima, vislumbrar quilômetros e mais quilômetros de litoral.
Engana-se, contudo, quem imagina Punta Del Este como uma pacata vilazinha praiana. Num passeio pela Rambla, o calçadão beira-mar, você certamente ouvirá o ronco do motor de algum Porsche, Ferrari ou Mercedes, provavelmente indo em direção às mais bacanas opções de lazer de toda a região: os cassinos. O Conrad, por exemplo, tem 75 mesas de jogos espalhadas por uma área equivalente à de dois campos de futebol - e tudo no estilo mais moderno e exuberante. Inclui um hotel superconfortável, com 294 apartamentos, duas piscinas, quadras de tênis e restaurantes sofisticados. Seu maior concorrente é o Mantra, igualmente luxuoso e famoso por sediar uma etapa da Latin American Poker Tour – o torneio continental de pôquer, jogo que virou mania no mundo nos últimos anos.
Era de se esperar que a “Las Vegas uruguaia” acolhesse turistas de alto padrão e garantisse bons restaurantes. Punta tem isso - e com alternativas em conta também. Um dos melhores lugares para experimentar os frutos do mar trazidos das vilas pesqueiras vizinhas é o El Viejo Marino, restaurante inconfundível, graças a sua decoração peculiar: ele lembra um navio, com paredes azul-marinho, madeiras escuras e objetos náuticos dentro e fora. Por 500 pesos (cerca de R$ 42), você degusta a versão uruguaia da paella, prato farto, de origem espanhola, acompanhada de antepastos, entradas e sobremesas. No Brasil, o mesmo menu sairia por quase o dobro do preço.
Preços que, por sinal, podem ser tentadores até quando o assunto é compras. Certamente as lojas de Punta não são tão vantajosas quanto às da capital Montevidéu, mas, com um pouquinho de sorte, você acha pechinchas no Punta Shopping, o maior centro comercial da cidade, onde há igualmente cinemas, pista de kart e boliche – ideal para deixar os filhos enquanto se procura pelas pechinchas. Se o que importa para você, no entanto, é a exclusividade dos produtos e não tanto o valor dos descontos, a pedida é o Fashion Plaza, galeria com lojas de diversas grifes famosas, localizada no Conrad Resort & Casino. Os brasileiros dificilmente saem de lá sem algum artigo de couro – especialidade uruguaia.
Mas não gaste todos os seus pesos nas mesas dos cassinos e nas lojas. Guarde um pouco para a noite de Punta, tão agitada que virou presença constante em programas de TV como o Wild On, do canal americano E!. Obrigatório conhecer o Moby Dick Pub, bar freqüentado por gente jovem e animada, num ambiente escurinho, embalado por música ao vivo e 25 opções de drinques exóticos.  Ou ainda o Tequila, templo da música eletrônica sempre com celebridades e DJs do momento.
Esses são apenas alguns das dezenas de bares, discotecas e casas noturnas que fazem do balneário a capital da alegria no Uruguai. Um lugar onde os agitos se estendem pelo dia, de sol a sol.


Montevidéu – qualidade insuperável
Nenhuma capital na América Latina tem qualidade de vida tão alta quanto a de Montevidéu. Foi isso que revelou um amplo estudo feito EM 2010 pelo instituto internacional de pesquisas Mercer Human Resource Consulting. Se você ainda duvida que se trata de uma metrópole muito amigável, basta dizer que, no ranking mundial elaborado pelo mesmo estudo, Montevidéu deu uma “goleada” nas grandes cidades brasileiras: ficou 32 posições à frente de São Paulo e 41 posições à frente do Rio de Janeiro.
E não pense que a vida boa é apenas por causa do tamanho. A capital tem 2 milhões de habitantes – o que não é pouca gente. Ao visitá-la, você logo perceberá duas agradáveis diferenças em relação a outras metrópoles sul-americanas. Primeiro, é um lugar com baixíssimo índice de criminalidade, onde ainda se caminha calmamente à noite, em quase todos os bairros. A exceção é a zona portuária – como, aliás, em qualquer lugar do mundo. A segunda diferença é a facilidade de transporte e locomoção, em suas avenidas largas, com a orla do Rio da Prata e suas praias servindo de referência.
Os uruguaios, assim com nós, adoram futebol. E têm no Estádio Centenário um de seus maiores orgulhos. Por isso, não deixe de ir até lá. É um lugar histórico, de significado mundial. Foi construído para sediar a primeira Copa do Mundo, em 1930. No museu anexo, você desvenda muito da história do esporte na América do Sul. Um verdadeiro templo ao futebol.
Por sinal, é bom lembrar que os uruguaios são fanáticos também pelo Carnaval. Mas não exatamente o nosso. Eles têm sua própria versão, uma das mais animadas do mundo, com desfiles de bonecos e blocos de mascarados. Mesmo que você viaje para lá em outra época, pode sentir o gostinho da folia no Museu do Carnaval. Colorido e interativo, ele trás a história e registros das festas em detalhes. E atenção especial é dada às crianças, com setores exclusivos para elas brincarem de pierrôs e colombinas.
História também é a atração na Ciudad Vieja, como é conhecida a porção mais antiga da capital, não muito longe do Estádio. Até 1877, era cercada por uma muralha, da qual atualmente resta apenas um portão, conhecido como Porta da Cidadela. Restaurado em 2009, o portão dá acesso a um calçadão agradável, chamado Peatonal Sarandí. Ao longo dele, cafés, pequenos restaurantes, livrarias, museus e galerias de arte garantem um charme todo especial. Sem contar o Teatro Solis, casa de espetáculos inaugurada 1856. Imponente por fora, ele encanta por dentro, com seu lustre de cristal de três metros de diâmetro, suas cadeiras em veludo vermelho dispostas em quatro andares de camarotes e suas paredes folheadas a ouro
E como toda cidade beira-rio que se preza, Montevidéu tem sua área de compras e venda de peixes e afins. Na verdade, o Mercado del Puerto deixou há muito tempo de ser uma feira. Fundado em 1868 como estação ferroviária, o prédio virou o maior pólo gastronômico da metrópole, com restaurantes diversos e barraquinhas onde você pode comprar conservas e enlatados.
Por falar em gastronomia, um dos passeios mais na moda atualmente é pelas vinícolas que brotam nas cercanias da cidade – o Uruguai é um emergente produtor de vinhos. São lugares como a H. Stagnari, fazenda centenária que oferece visitas monitoradas pelos vinhedos e pelas caves dos tintos mais famosos do país, atualmente exportados até para a França. E, se você desejar, pode incluir no passeio a degustação de vários tipos e safras.
O vinho é o companheiro perfeito para as deliciosas carnes produzidas nas planícies ultraférteis da pequena nação. Há restaurantes de sobra para apreciá-las. Alguns se destacam, como o El Palenque, aberto desde 1958. Ele ganhou fama pelas carnes de novilhos, cordeiro e porco criadas de forma a garantir maciez e sabor incomparáveis. Também é procurado em virtude das receitas feitas à base de arroz, bem no estilo dos vaqueiros dos pampas.
Vaqueiros lembram couro. E couro é um dos produtos mais típicos do Uruguai. Impossível resistir às roupas e artigos oferecidos no Montevideo Shopping Center, o primeiro no país. Entre suas 180 lojas, muitas são especializadas nisso e vivem lotadas de brasileiros. No entanto, saiba que há boas compras também pelas ruas do centro. Convém pesquisar antes de sair abrindo a carteira. De qualquer modo, dificilmente você fará um mal negócio levando para casa o legítimo couro uruguaio.


Colônia Del Sacramento – patrimônio da humanidade
Ela é a antítese de Punta Del Este e de Montevidéu. Ou seja, em vez de badalação, oferece erudição. Em vez de agitos, garante paz. Declarada “patrimônio da humanidade“ pela Unesco em 1995, a cidadezinha de Colônia Del Sacramento, no litoral do Uruguai, compõe um dos mais belos e bem preservados exemplos de arquitetura colonial do planeta. Um recanto histórico, que é quase uma aula viva sobre o passado do país e da América do Sul.
Colonia tem menos de 25 mil habitantes e ainda é desconhecida da maioria dos brasileiros, que acabam perdendo a oportunidade de desfrutá-la quando viajam ao Uruguai ou à Argentina. Você deve estar perguntando: “Argentina?”. Sim, é isso mesmo. A cidade fica relativamente perto de Buenos Aires e há diversos passeios de barco que saem da capital portenha em direção ao rincão uruguaio.
Mas o que há por ali? Vamos às atrações. Fundada no Século 17 pelos portugueses, a cidade conserva ruazinhas de paralelepípedos, com casas feitas há 300 anos, que hoje abrigam lojas, restaurantes e pousadas. Tudo isso à beira mar. Uma mistura de Paraty com Ouro Preto – à moda uruguaia.
Vale a pena visitar El Faro, o centenário Farol de Colônia, uma construção singular no mundo, erguida sobre as ruínas do convento de São Francisco em 1857. Do alto de seus 118 degraus, você avista até Buenos Aires, do outro lado do Rio da Prata. E também vê toda a cidade, inclusive uma das raras arenas de touradas da América do Sul.
Trata-se da Plaza de Toros Del Real de San Carlos, a única do estilo mourisco espanhol no Uruguai. Inaugurada em 1910, ela funcionou apenas dois anos, até que o governo banisse as touradas em 1912. Depois, teve diversas utilidades até ser interditada nos anos 80.
A história da Plaza de Toros é contada no interessante Museu Municipal, um dos seis estabelecimentos do gênero na cidade. Por sinal, é imperdível visitar também o Museu do Azulejo, que, apesar de diminuto, conta com preciosidades no seu interior, remontando o design lusitano dos séculos 16, 17 e 18 com peças que foram usadas em todas as colônias portuguesas – do Brasil à Ásia.
De lá fica fácil perambular pelo Bairro Histórico e sua arquitetura admirável, exemplificada por marcos como a Puerta de la Ciudadela e a Basílica do Santíssimo Sacramento. Detalhe: vale visitar esse recanto tanto de dia como à noite, pois as antigas luminárias conferem um ar romântico pra lá de sedutor depois que o sol de põe.
Falando em sedução, a gastronomia é um convite ao pecado da gula em Colônia. Há restaurantes de estirpe, como o La Florida, situado em uma casa erguida há mais de 140 anos – e que, acredite, foi um prostíbulo por décadas. Comandado pelo chefe de cozinha argentino Carlos Bidanchon, ele tem como especialidade o salmão preparado de diversas formas, além de uma carta de vinhos respeitável.
Outro destaque é o Pulperia de los Faroles. Mais discreto (e em conta), apresenta massas e peixes grelhados no menu, além de um farto café da manhã e um refinado chá da tarde – ambos cheios de guloseimas – servidos ao ar livre. Nos jantares, há música ao vivo, indo do tradicional uruguaio ao jazz.
Assim como os restaurantes, os hotéis de Colônia surpreendem pela qualidade. Afinal, como esperar grandes opções de hospedagem numa cidade tombada, onde é proibido derrubar qualquer coisa para erguer outra? O fato é que mesmo adaptadas em construções antigas, as boas alternativas existem. Até mesmo a cadeia internacional Radisson tem ali um de seus hotéis, com 60 quartos dotados de hidromassagem e com vista para o Rio da Prata. Igualmente charmosa é a Posada Del Angel, que, de forma simples e barata, garante conforto e um clima romântico.
Na verdade, difícil seria não se sentir seduzido nessa pequena pérola colonial do litoral uruguaio. Ao lado da gostosa capital Montevidéu e do chique balneário de Punta Del Este, a histórica Colônia Del Sacramento faz do Uruguai um lugar que, definitivamente, merece ser visitado pelos brasileiros.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Brasileiros na Espanha


Brasileiros na Espanha

Player

A crise econômica e o alto índice de desemprego - que em abril chegou a 17,36% - estão fazendo com que mais imigrantes brasileiros decidam deixar a Espanha e voltar para casa.
A Organização Internacional para a Migração (OIM) - que ajuda imigrantes que queiram voltar para casa, pagando sua passagem - afirma que, em 2007, analisou pedidos de 2.073 pessoas na Espanha.
De 2008 até abril deste ano, este número tinha subido para 6.722. Outros 500 casos - que poderiam representar cerca de 1.500 pessoas - aguardavam na fila para ser analisados.
"O número de imigrantes querendo ajuda para voltar para casa aumentou muito", conta Clarissa Araújo do Carmo, funcionária da OIM em Madri. "Antes recebíamos cerca de cinco pedidos diários, mas desde meados do ano passado este número subiu para 20, até 30 pedidos."
Os brasileiros, juntamente com os argentinos, são o segundo maior grupo a procurar a OIM. Os bolivianos são os primeiros da fila.
No ano passado, a organização ajudou 143 brasileiros a voltar para casa e neste ano, até março, 45 já haviam retornado e outros 155 casos (o que poderia representar o triplo em número de pessoas) aguardam para ser analisados, mas a espera pode demorar meses.
Crescimento
Desde o ano 2000, o crescimento econômico e a ampla oferta de empregos - principalmente nos setores de construção, hotelaria e serviços domésticos, que os espanhóis não queriam ocupar - vinham atraindo imigrantes de vários países para a Espanha.
Mas refletindo a crise mundial, o país entrou em dificuldades em meados do ano passado e hoje seu índice de desemprego é duas vezes maior do que o dos outros países da União Européia.
O cônsul brasileiro em Madri, Gelson Fonseca, afirma que ainda é cedo para medir os efeitos das dificuldades econômicas sobre os imigrantes brasileiros na Espanha.
"Poderemos ter um número preciso sobre a saída de brasileiros da Espanha daqui a um ano. A Espanha tem estatísticas muito precisas sobre a comunidade estrangeira no país, por conta do Padrão Municipal (uma espécie de censo municipal publicado a cada dois anos)", diz Fonseca.
"O padrão é renovado a cada dois anos, então, precisamos esperar pelo menos mais um ano para medir este número."
De acordo com dados do Padrão Muncipal, havia 11.085 brasileiros registrados na Espanha no ano 2.000. Em 2.008, este número chegava a 116.548. Segundo dados do Ministério do Trabalho, no entanto, apenas cerca de 20% têm seguridade social.
Entre os brasileiros na Espanha, os homens, em sua maioria, trabalham no setor de construção, um dos mais afetados pela crise. As mulheres estariam empregadas, em geral, no setor de serviços doméstico ou de hotelaria.
"A taxa de desemprego entre os imigrantes na Espanha é maior do que a taxa de desemprego entre os espanhóis. O que se diz é que a taxa de desemprego para estrangeiros, geralmente, está entre 6% e 7% acima da taxa dos espanhóis", afirma o cônsul.
Segundo o sociólogo Lorenzo Cachón, presidente do Fórum para a Integração dos Imigrantes, a crise e o desemprego também aumentaram a tensão entre os imigrantes e os espanhóis.
"A crise está sendo especialmente grave na Espanha, afetando todos os trabalhadores. Com isso, muitos imigrantes perderam o emprego", afirma Cachón.
Se antes os imigrantes ocupavam as vagas rejeitadas pelos espanhóis, agora eles disputam diretamente esses empregos.
"As migrações para a Espanha se produziram, basicamente, por questões de trabalho. As pessoas vieram não por que tinham problemas em seus países de origem, mas porque na Espanha havia oportunidades de empregos", diz o sociólogo.
"Na Espanha, desde o ano 2000, houve muitas oportunidades de emprego. Em 2007, elas começam a diminuir. 2008 foi um ano ruim e a previsão é de que 2009 seja muito negativo", afirma ele.
"O que está acontecendo é que menos gente está vindo para a Espanha porque sabem que hoje não vão encontrar emprego. Aumentou o retorno de imigrantes, principalmente de países latino-americanos."

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dicas para pessoas morando no exterior.

FELIZ 2012 gente bonita!!!
e que ele seja abençoado! :-)
Navegando nos blogs da vida achei este post maravilhoso no Em Terras Estranhas e copio aqui! Isto é para eu ler e reler quando estiver precisando!
Abraços a todos!

"Bart é um escritor vivendo na Coréia do Norte. Diferente de muitos brasileiros que aplicaram para o visto de residência permanente no Canadá, ele não parece ter escolhido um local fixo para viver, mas tem muito a dizer sobre como é morar em outro país e viver longe da família.

Permita-se sentir falta de coisas: comidas, roupas, ser capaz de se comunicar facilmente. Não se permita sentir falta de: pensar pequeno, ficar entediado, sentir-se preso.

Aprenda o idioma, mas não se chateie se for difícil e levar tempo para dominá-lo. Aproveite o período em que você pode se sentar em cafés e restaurantes e não prestar atenção nas conversas fúteis de outras pessoas. É muito mais fácil quando não se entende nada.
Acostume-se com o fato de que os problemas do país não são realmente seus. Você não pode mudá-los, então é mais fácil aceitá-los como são — fora de seu controle. Não se preocupe, é fácil se acostumar com esse sentimento. Na verdade, é reconfortante.
Use muito a Internet e veja ela se tornar até mais maravilhosa do que já é. Com um pouco de improviso, você consegue usufruir de praticamente tudo o que consumia em casa — música, filmes, livros, comidas, roupas. Quase tudo. Onde eu vivo, os estrangeiros falam muito de sentirem falta de um bom abacate. Mas isso dá pra superar.
Se você tiver um telefone, ligue para a sua família toda semana. Isso te ajudará a se sentir normal, e também os impedirá de enviarem emails reclamando da sua ausência.
Conforte-se em saber que uma vez cruzadas as fronteiras do seu país, você já começou a ganhar. Se você conseguir ficar fora durante pelo menos um ano, então existem grande chances de você ficar por aí, mundo afora, indefinidamente. Eu passei minhas primeiras duas décadas nos EUA. Isso equivale a 1/4 de uma vida normal em um mesmo país, o que é mais do que suficiente. A partir do momento em que você coloca a inércia de morar fora em movimento, quanto mais tempo você ficar fora, mais fácil será continuar.
Saiba que a maioria dos lugares no mundo onde você poderia morar por qualquer período possui um aeroporto a aproximadamente um dia de distância. Do aeroporto seria possível chegar em casa em mais um dia. Você pode morar do outro lado do mundo e, se precisar voltar para casa, provavelmente chegará em não mais do que dois dias.
Esqueça o lugar de onde você veio, mas não esqueça das pessoas. Seus amigos não esquecerão de você. Eles irão viver suas vidas sem você, e talvez até guardem algum rancor, mas irão ouvir suas histórias se elas forem boas.
Naqueles dias em que uma coisa simples poderia facilmente ser resolvida se você estivesse em casa, e você se sentir frustrado, e começar a realmente desejar que pudesse voltar para casa — talvez você devesse voltar. Talvez você não pertença ao mundo dessa forma. São as frustrações que mais nos ensinam coisas. Mas se você for muito durão, ou orgulhoso, ou teimoso para isso, então tente se lembrar que todo dia que você vive em um país estrangeiro, você fica melhor nisso. Cada dia que você vive fora, você aprende algo — sobre si próprio, sobre o país em que vive, e sobre como sempre há mais de um jeito de ver as coisas.
Namore com alguém do país em que você está vivendo. Ou não. Não há uma regra sobre isso. Com base na experiência de meus amigos estrangeiros, é algo que tem causado resultados variados. Quase sempre a relação melhora o entendimento do país e a facilidade com o idioma. E também, sem exceções, causa grandes frustrações e problemas. Vá em frente a seu próprio risco.
Invista em amizades duradouras. Viver junto em um local estranho cria uma forte ligação entre as pessoas. O único problema em fazer amigos é que eles, assim como você, também estão apostando no estilo de vida itinerante, e não vai demorar muito para que eles sigam para outro lugar.
Tente manter sua cabeça no lugar. Viver em um outro país pode fazer com que você se esqueça quem realmente é e de onde veio. Talvez essa até tenha sido a sua intenção. Talvez isso seja uma grande parte disso tudo. Mas ninguém jamais escapa completamente de onde veio, nem de quem é, e quando você aceitar isso, poderá se curtir muito mais. É um estilo de vida bom e interessante, se você conseguir mantê-lo sob controle.

How To Survive Living In A Foreign Country
Por Bart Schaneman — ThoughtCatalog.com"

Possíveis cortes no processo de imigração.

A pior parte para quem aplica ao processo imigração é a longa espera. Independente do país que se aplica, acompanhar o andamento do mesmo é uma grande agonia para grande parte dos candidatos a imigrantes. Cada país que é aberto e possui políticas imigratórias tem sua própria regra. Ninguém aplica para imigração do dia pra noite e juntar toda papelada requer muita disciplina, força de vontade e principalmente tempo.  Além dos documentos, há de se tirar nada-consta dos países que você morou, provar educação, cartas do banco, do emprego e referencias, além de outros documentos importantes como certidão de nascimento e casamento, diplomas e credenciais da área profissional. Tudo isso pode demorar meses, sem dizer no preenchimento do formulário que é enorme.
De uns anos pra cá o Canadá virou destino para inúmeras pessoas vindas de todas as partes do globo. O país do extremo norte recebe uma média de 400 mil novos imigrantes anualmente e os brasileiros fazem parte desta leva. O grande interesse das famílias é variado: economia estável, boa educação e oportunidades de trabalho são algumas. Há de se destacar que todos buscam uma alta qualidade de vida. Muitos chegam com as malas cheias de esperança por uma vida melhor.
Infelizmente as últimas notícias não são muito boas para aqueles que estão esperando aplicar para o processo de imigração do Canadá ou até para aqueles que estão na espera de uma resposta. Apesar de contar com um bom sistema de imigração, o governo Canadense divulgou recentemente que há mais deum milhão de aplicações para serem analisadas. Isto poderá significar uma grande diminuição no aceitamento de novos processos pelas embaixadas mundo afora ou mesmo uma longa espera para os que aplicaram. Para se ter uma idéia da complexidade do que o Ministro da Imigração, Jason Kenney, considerou como “grande problema”, o Canadá não aceitará novas aplicações na categoria de investimento até o próximo verão.
Entretanto, há de se destacar que os processos de profissionais com oferta de emprego são analisados e aprovados em meses, assim como os profissionais em alta demanda.
Quem mais sofreu com as mudanças feitas em 2008 foram pessoas da categoria “reunião familiar”, que agora podem ter que esperar até oito anos para receberem a resposta, seja aprovado ou rejeitado.
O grande desafio do Ministério da Imigração é tentar conter que a lista de espera aumente ainda mais. Don Davies, do partido democrata NDP (New Democratic Party), aponta que, se o governo federal não garantir a continuidade do aumento imigratório, há duas soluções: melhorar os recursos do governo em relação às aplicações ou limitar de vez o volume das mesmas.

Davies deixa claro que o governo não vai optar por melhorar seus próprios recursos e sim fechar a porta para milhares de famílias que estão na fila e a espera de embarcar para o Canadá. “Acho que o governo vai limitar de vez o número de aplicações…” fala Davies. E completa: “… pela primeira vez na história”.

Vale a pena morar no exterior?

Ai vai alguns depoimentos de pessoas que moram fora do pais: 
Anita, do blog Greetings from Holland, está na Holanda desde 1999. Hoje mora numa village ao lado de Amsterdam, com sua alma gêmea holandesa que conheceu quando mochilava pelo país em 1998.
A minha experiência é de que “Sim! Vale muito a pena morar no exterior”. Vai ser um ótimo exercício mental sair da sua zona de conforto, experimentar novos sabores, novos climas, ouvir novos acentos. Desligar-se de velhos hábitos, adquirir novos. Aprender a pronunciar sons que você não sabia que podia fazer. Se expressar verbalmente com um novo tipo de logica. Ver que o sol percorre outro caminho no céu, nunca ficando a pino. Ver que as pessoas nascem e morrem de outra maneira. Que muitos homens bonitos e bem sucedidos preferem ter como esposas mulheres nem bonitas, nem talentosas, nem amorosas. Conhecer um tipo de amizade, gentileza e reciprocidade que eu não sabia que existia. E uma rudeza e falta de solidariedade também. Sim, ir morar no exterior é como experimentar uma espécie de morte e começar uma nova vida. “Morte” que pode ser atenuada pela internet, voos ocasionais para o Brasil e um aipim ou feijão preto amigo encontrado em lojas asiáticas. Agora, se você gosta de ser monoglota e tem zero talento pra línguas estrangeiras, quer poder sempre ver seus antigos amigos, pais e familiares com facilidade, já tem um ótimo emprego/carreira, a-do-ra o clima quente e não liga para as mazelas politicas e sociais do Brasil… então, não. Não amigo.  Não vale a pena morar no exterior. Nem por um segundo.
Carla mora em Milão e comanda o blog Sonhos na Itália.
Na minha opinião toda mudança vale a pena. As mudanças proporcionam crescimento e conhecimento. Morar no exterior nos dá desafios únicos, importantes para o amadurecimento, autoconhecimento e bagagem. Afinal, chegar num país que não fala sua língua materna, não tem os mesmos costumes que o seu não é fácil. Uma maneira boa de avaliar é pensar: se eu não tivesse vindo como eu estaria? Provavelmente na mesma rotina do dia-a-dia. Vir morar no exterior traz muitas mudanças rápidas e importantes para nós. Nos faz valorizar nosso país, valorizar amigos e família por tanta falta que nos fazem, nos faz ir à luta e fazer coisas que talvez no próprio país não encararia, fora aprender outra língua, outros costumes e cultura.  Quem tem coragem de deixar família, bens, amigos, tudo para trás e começar uma vida do zero com certeza tem outros valores. E a vida é isso. Aprendizado e crescimento contínuo.
Edu mora na cidade de La Coruña (España) há 7 anos, desde maio de 2004. Escreve vários blogs, entre eles o Edu Explica.
Em muitas ocasiões, alguns amigos do Brasil me perguntaram se valia a pena  morar em outro país. No começo eu dizia que sim. Afinal de contas, é uma experiência imperdível, etc.. Só que depois de um tempo, eu comecei a perceber que esta pergunta faltava uma informação importante: Vale a pena morar no exterior por um tempo ou de forma indefinida? Se a resposta é por um tempo (entre 3 meses 1 ano por exemplo), eu não pensaria 2 vezes e diria que sim. Lembrando sempre que para morar mais de 3 meses (pelo menos na Espanha), você tem que ter pelo menos um visto de estudante. Ficar 3 meses como turista e 9 como ilegal é furada, sem discussões. Agora se a pergunta é “vale a pena morar no exterior definitivamente?”. Sinceramente, esta pergunta não tem uma resposta exata. Pela minha experiência de 7 anos morando no exterior, eu acho  que depende basicamente de 3 coisas: Sua capacidade de se “desligar” da vida, dos amigos e familiares no Brasil. Não se desligar totalmente, mas ter a consciência de que será capaz de viver sem a presença dos amigos e familiares em muitos natais, aniversários e outras datas especiais. Conseguir se adaptar aos costumes locais, principalmente desenvolvendo bem o idioma e por último, mas não menos importante: Ter uma boa pitada de “sorte” em conseguir um emprego que pague as contas, um lar com o mínimo de conforto e uma vida digna que compense a ruptura com o Brasil. Se você não cumpre com estes 3 pré-requisitos, acho que a possibilidade de viver feliz no exterior é pequena.

Karine vive na Irlanda, com seu marido irlandês e seus dois filhos. Uma família “half and half”! Escreve o blog ká entre nós.
Eu sou uma pessoa mais prática do que sonhadora e depois de morar fora há alguns anos, seguindo esse padrão de raciocínio te digo que trocar o Brasil por outro país, para valer a pena, depende muito das condições que isso seria feito. Por exemplo, acho loucura se desfazer de bens como imóveis para se aventurar em terras estrangeiras, em qualquer continente esperando por um retorno financeiro que poucos, muito poucos conseguem. Então o que eu quero dizer é bem simples: Vale a pena, MUITO a pena morar fora se o objetivo é ampliar os horizontes, se especializar, adquirir conhecimento, aprender uma língua, se conhecer, conviver dentro de uma nova cultura. Acho que não vale a pena quando o objetivo principal é só e exclusivamente dinheiro e seu círculo de amizades é só de brasileiros. Pode parecer uma opinião “meio fria”, mas ela é baseada em fatos que vi e vivenciei durante esses anos morando na Irlanda. Eu sou do tipo que aprende com o erro dos outros e normalmente não pago pra ver.

Renato é um brasileiro que desde 2009 vive na Terra do Tio Sam, em Orlando.
Outro dia vi uma frase interessante em um adesivo em um carro aqui nos EUA. “Home is where your heart is” (lar é onde o seu coração está). Se seu coração está no Brasil, é difícil viver em qualquer outro lugar e encará-lo como lar. Porém, se você não vê mais o Brasil como lar, como no meu caso, a inquietude do coração irá fazê-lo procurar um novo lugar e para mim, viver no exterior não era uma questão de valer a pena ou não. Era uma questão de encontrar um novo lar e quando cada um encontra o seu, seja lá onde for, supera-se os desafios e qualquer “pena” vale.

Glenda, do blog Coisa Parecida, mora em Sevilla desde 31 de dezembro de 2005.
Já dizia o Pessoa que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Essa pergunta é tão pessoal, mas tão pessoal que não me atrevo a responder com 100% de segurança. Sou partidária de que devemos ser felizes, não importa onde. Conheço gente que tem a mesma rotina há anos, nunca saiu do Brasil e é feliz da vida! E gente que vive de viagem, pulando pra lá e pra cá que nunca consegue se encontrar! Se você quer experimentar novas culturas, conhecer novas pessoas, falar um novo idioma, e, principalmente, não tem medo de sofrer (de tudo, desde morrer de saudade até sentir o preconceito na própria pele) então o exterior é o seu lugar. Não é fácil construir uma nova vida longe dos “nossos”, muito menos na Europa. Claro que o quesito “sorte” também conta muito, o estar no lugar certo na hora certa, fazer amizades com os “locais” (a vezes mais que amizade!). Enfim, também opino que se todos nós temos a possibilidade de errar – e o direito de corrigir -, e se depois de morar no exterior você perceber que não está valendo a pena, sempre existe a possibilidade de voltar ao Brasil e recomeçar, não importa o que os outros digam.
Anatê mora na Aix-en-Provence, na França, e escreve o blog Persa Brasileiro na Provence.
Conversando com dois amigos há muitos anos atrás um deles me disse que precisava se sentir enraizado e que não pretendia sair nunca de Brasília, o segundo que tinha asas e por isso mesmo sentia a necessidade de voar. O primeiro – depois de passar um tempo no Rio de Janeiro (que detestou) – continua na capital até hoje, o segundo levantou voo para São Paulo e dele nunca mais tive notícias. Acredito que quem cogita morar fora do Brasil, seja por um período mais ou menos longo, entra no segundo grupo. Seja para estudar, mudar de emprego, viver a aventura romântica de ter um estrangeiro como príncipe encantado ou simplesmente ver como o mundo funciona fora do seu quintal, é preciso ter asas. Por isso acho que a resposta para a pergunta que fazemos nesse post coletivo é sim, vale muito a pena não apenas morar no exterior, mas mudar: de bairro, de cidade, de emprego, de vida. A mudança é ainda mais espetacular quando atravessamos um oceano. E para isso vão ser necessárias duas coisas que acho extremamente difíceis, mas não impossíveis: cortar muitos laços (com parentes e amigos que não vai ver nunca mais, com os hábitos alimentares, com a facilidade de dominar uma língua que você fala desde criancinha, etc.) e reatar outros novos (principalmente com a cultura que se abre para você).  A situação não é simples e exige pesquisa, planejamento, organização, uma boa poupança, trabalho, discernimento, perseverança, e muita, mas muita paciência mesmo. Mas se você tem asas, voe e faça do céu o seu limite. E quem sabe, um dia, vai criar raízes quando encontrar a sua casa, como eu.
Barbara já morou em diversos cantos do mundo, e conta todas as suas andanças no seu blog.
Vale muito a pena morar no exterior! Vale a pena morar no exterior por um tempo, descobrir coisas novas, começar uma vida do zero, com todas as maravilhas e os desafios que essa aventura traz! Vale a pena pisar novas terras, respirar novos ares, provar novos sabores… Vale a pena sentir saudade – e valorizar mais o que tínhamos no Brasil… Vale a pena conhecer gente nova, aprender um novo idioma, estabelecer novas rotinas… Vale a pena abrir-se ao inesperado, ao desconhecido… Vale a pena ter essa experiência para então decidir qual é o teu lugar no mundo… se for no exterior, aventurar-se então a viver uma vida por lá para sempre! e se for no Brasil, voltar muito mais rico, com uma bagagem cultural e de vida que vai te fazer mais feliz no Brasil também!