sexta-feira, 8 de junho de 2012

Crise na Australia



Queria ter mais tempo para falar sobre isso, mas no momento não tenho. Uma possível crise avança sobre a Austrália. No momento poucas pessoas tem sentido os efeitos desta crise que se levanta, mas acredito que no final deste ano, até o final do primeiro trimestre de 2013 ela será bastante sensível e afetará fortemente o mercado e a vida de quem vive por aqui.
Não falo isso baseado apenas nas análises do que vem acontecendo no mundo, como a crise na zona do Euro e no mercado americano, que ainda que bem menor, só será conhecida realmente após as eleições para presidente este ano. Minha opinião é baseado na experiência que tive aqui em 2008 e vejo o mesmo cenário se repetindo agora em 2012.
Em 2007 eu trabalhava como Project Manager em uma grande empresa de games aqui na Austrália. 2 meses após minha contratação nos mudamos para um escritório enorme, lindo, absurdamnete moderno, decorado por uma das mais famosas empresas de arquitetura da Austrália. A sala de reuniões tinha um equipamento de video conferência tão moderno que até hoje, 4 anos depois, não vi igual em nenhuma empresa onde trabalhei, nem nos EUA.
O dinheiro abundava. A empresa estava crescendo e era a quinta maior no setor em toda a Austrália. O dono da empresa chegava cada dia para o trabalho em um carro diferente, às vezes um Porsche Targa, às vezes uma Mercedes SLE AMG. O mesmo pode se falar de sua esposa, minha chefe direta. Eles eram (e são) australianos e foram uma das melhores pessoas com quem trabalhei aqui na Austrália.
Naquele mesmo mês eles haviam fechado um contrato de representação exclusiva de um game para PS3/Xbox 360 que se tornara o game do ano em todo mundo. Tudo ia de vento em popa, mas eu, conhecendo o mercado em que trabalhava, sabia que apesar de que a empresa ia muito bem obrigado, o projeto para o qual eu fora contratado iria falir em menos de 6 meses. Pessoalmente eu poderia tê-lo mantido vivo por muito mais tempo para manter meu emprego, mas não achava ético deixar a empresa se dar mal e acabei sendo aquele que sempre apontava os problemas para ver se eles entendiam que não valia mais a pena colocar dinheiro em algo que já estava acabando em todo mundo.
Previsão cumprida. O projeto fechou e a empresa ainda foi extremamente decente de me manter fazendo nada até que eu arrumasse outro emprego, o que aconteceu em cerca de 3 semanas.
Mas apesar do fracasso deste projeto, a empresa não parava de crescer, mas em uma algumas reuniões que tive com o dono da empresa ele sempre falava da crise que estava por vir, isso cerca de um ano do GFC de 2008. Apresentava dados, mostrava sinais, dava dicas, levantava relatórios e se preparava muito bem para quando a crise chegasse.
Em 2008 veio a crise. Eu estava trabalhando como Account Manager em uma empresa de desenvolvimento de sites, uma das maiores da Austrália com mais de 5000 clientes, e um dos  donos da empresa, um economista por formação, também falava já alguns meses antes que poderiam haver cortes. E houve. Eu não fui cortado, pois 1 mês antes arrumei um emprego em uma empresa ainda maior e tinha pedido para sair, mas estava ainda lá no dia que eles mandaram pelo menos 25% do efetivo embora. Pessoas chorando, outras muito tristes, um cenário péssimo.
A crise não afetou tanto a Austrália como afetou outros países como os EUA, mas certamente afetou muito, mas muito mais do que afetara o Brasil por exemplo. 6 meses depois, lendo o jornal, descobri que a empresa de games onde eu trabalhei tinha falido e estava sendo liquidada. Fui pego de surpresa, afinal a empresa era uma das mais preparadas e estava crescendo como nunca.
Hoje, em 2012, vejo todo aquele cenário de 2007 se repetindo, mas com um diferencial. Muitas das empresas já estão se preparando para não serem pegas de surpresa. Em vários shoppings vejo lojas fechando. Dick Smith, uma das maiores empresas de eletrônicos aqui da Austrália está fechando lojas em todos os lugares. A Fitness First, a maior rede de academias da Austrália, e uma das maiores do mundo, mandou um email esta semana falando que vão fechar 24 de suas unidades só em New South Wales. Empresas já estão começando a enxugar o orçamento e muitos amigos que trabalham em bancos e no mercado financeiro estão começando a ter dor de estômago sem saber o que o futuro os reserva aqui.
Por que estou falando tudo isso. Para que pessoas que estejam planejando vir para a Austrália no final de 2012, começo de 2013 estejam preparadas para o cenário que possivelmente vão encontrar aqui no mercado de trabalho. Tudo vai melhorar depois de um tempo, mas final de 2012 até o meio de 2013 possivelmente ainda será um tanto incerto.
Acredito que empregos como garçom, cleaner, e outros do tipo não serão tão afetados, mas para quem vem esperando trabalhar em uma área específica como TI, finanças, administração por exemplo pode sofrer um impacto maior.
Mesmo o setor de construção, que vinha crescendo absurdamente nos últimos anos tem esfriado e comprometido até empregos em construção civil. O setor de mineração é um dos que ainda vem crescendo bastante e possui uma boa demanda de trabalhadores especializados.
Tenho uns amigos que já começaram a perder seus empregos, todos trabalham em grandes empresas aqui. Estas empresas, assim como fez a Fitness First, estão cortando tudo que não está dando dinheiro ou que pode ser encolhido.
Não é preciso ter medo, nem se desesperar, só precisa mesmo estar preparado. Quem é esperto vai se planejar melhor e fazer o máximo para evitar surpresas e tirar o melhor proveito de seu tempo aqui. Estas crises muitas vezes acabam também criando muitas oportunidades.
Muitas pessoas às vezes veem este tipo de post como pessimista. Não é. É apenas um alerta que o dono da agência de intercâmbio, ou o blog daquele cara que posta fotos na praia e na balada o dia inteiro não vai te falar.
Ano passado fiz um post dizendo como se preparar para vir para a Austrália e dizendo que até alguns brasileiros que chegam aqui como residentes às vezes tem dificuldade em conseguir o primeiro emprego, ficando às vezes, 3 meses, 6 meses, 1 ano, desempregados ou sem trabalhar na área. Lembro que em um destes posts um brasileiro que estava vindo pra cá me disse que eu estava sendo pessimista e não queria mais brasileiros vindo pra cá.
Este brasileiro veio pra cá e começou a contar na internet as maravilhas que era sua vida na Austrália. Fez isso no primeiro mês, no segundo, no terceiro começou a parar de falar no assunto e hoje, cerca de 6 meses depois fez um artigo enorme falando das dificuldades que tem enfrentado aqui, mesmo sendo residente, não consegue um emprego na sua área desde que chegou aqui, disse ainda que em 6 meses só conseguiu ser mandado 1 vez para entrevistas de emprego na empresa, o resto só nas agências de recrutamentos e está tendo que trabalhar em empregos que ele não esperava para poder se manter até conseguir um emprego na área.
Quer dizer que a vida de todo mundo aqui é assim? Claro que não. Mas é preciso tirar aquela ilusão de que chegar aqui como residente e com um diploma debaixo do braço é suficiente. Pra quem não é residente e pretende trabalhar na área então a situação pode ser mais complicada. Tem gente que consegue um sponsor, como já vi algumas vezes, tem gente que não. E isso não depende apenas de qualificação, pois já vi gente que mal terminou o ensino médio no Brasil, sem qualquer qualificação profissional, conseguir um sponsor. Assim como vi o oposto.
Desta forma ficam as dicas baseado no que vejo aqui na vida de muita gente que vem pra cá
Não acredite em promessas de emprego: Muita gente começa a aplicar para empregos ainda do Brasil e ouvem do recrutador que é para eles o procurarem quando estiverem por  aqui. A pessoa já anima e pensa que isso é uma porta aberta. Não é. Os recrutradores fazem isso com todo mundo. Assim também tem pessoas que garante que vão te conseguir um emprego quando você estiver aqui. Também não venham contando com isso. Tive vários amigos que chegaram aqui com a mesma oferta que não se concretizou. Eu mesmo tive algumas promessas no Brasil que não aconteceram quando cheguei aqui.  Quem quer mesmo te contratar te dá o sponsor. (teria muitos, mas muitos casos para contar sobre isso, depois posto aqui)
Estude: Estude inglês, estude o mercado de trabalho, estude as empresas, procure saber tudo sobre sua profissão antes de chegar aqui. Isso irá aumentar suas chances.
Residência: Se possível venha como residente. Se você tem as condições para aplicar para residência e só lhe falta o IELTS por exemplo, estude no Brasil e aplique do Brasil. Isso vai lhe poupar muita dor de cabeça.
Faça uma Faculdade: 95% dos cursos técnicos aqui na Austrália são um lixo que não servem pra nada. Os únicos cursos técnicos que conheço que são reconhecidos pelas empresas e podem lhe ajudar são o TAFE (que custas cerca de 12 a 18 mil dólares por ano para estrangeiros) e o Le Cordon Blue, um curso de chef de cozinha reconhecido internacionalmente. A grande maioria do que sobra só serve para você justificar seu visto de estudante. Já a maiora das faculdades vai lhe dar uma vantagem competitiva no mercado de trabalho.
Traga dinheiro: Não venha pra cá contando com o cenário de Alíce no País das Maravilhas logo no primeiro mês. Traga dinheiro suficiente para se manter por pelo menos 3 a 4 meses.
Melhor ou Pior: Esta semana estava numa festa de aniversário brasileira cheia de brasileiros, a maioria deles que se deu muito bem aqui ou já chegaram como residentes (pois é um grupo bem antigo já e quem estava ali já está aqui há pelo menos 5 anos). E comentando sobre casos de amigos, conhecidos  e sobre a vida aqui eu falei para o grupo: A Austrália ou é boa ou péssima para pessoa. Não tem meio termo. Ou a pessoa melhora muito a vida dela aqui ou se acaba, ninguém sai como veio. (isso sobre quem vem pra cá pensando em ficar aqui pra sempre). Todos concordaram comigo. Faça o máximo para que sua experiência aqui seja a melhor possível e você obtenha o melhor do que a Austrália tem para oferecer.
Junte-se com as Pessoas Certas: A Aniversariante, uma brasileira casada com outro brasileiro, que se deram muito bem aqui, chegaram como a maioria dos estudantes e hoje são residentes deu sua receita de sucesso, ela disse: O que fez a diferença na minha vida, além de Deus, foram as pessoas com que me relacionei aqui, que me motivaram a querer algo melhor e lutar por isso. Vendo elas crescerem nos impulsionou a querer o mesmo.
A Boa Notícia: A Austrália está bem melhor do que os EUA e todos os países da Europa, então se você esta pensando em morar fora a Austrália pode ser a melhor opção.

sábado, 2 de junho de 2012



Quando e a melhor hora de ir no Exterior:

Estudantes fazendo intercâmbio na Califórnia, Estados Unidos - Fonte: 32kelley.blogspot.com
A resposta dessa pergunta vai depender principalmente das pretensões do interessado em se aventurar em terras estrangeiras ou até mesmo de sua família, pois, nos dias de hoje as agências de intercâmbio oferecem programas em instituições de ensino no exterior para crianças com idade a partir dos 4 anos. Essa pouca idade pode parecer algo assustador para nós brasileiros, porém, em países estrangeiros é pratica comum, os pais mandarem seus filhos ainda crianças passarem as férias longe de suas casas.

Crianças cada vez mais novas estão viajando ao exterior para programas que integram diversão e aprendizado, divididos geralmente entre parques da Disney e aulas em escolas norte-americanas. Essas viagens costumam ser oferecidas em programas que contam com a presença da família da criança, ou somente com monitores muito bem treinados. Esses programas que podem durar de 2 a 8 semanas no período de recesso escolar, ajudam a introduzir a criança a um universo de uma nova cultura e um novo idioma enquanto ainda são bastante novos, facilitando seu aprendizado e até mesmo podendo os livrar do sotaque da língua nativa.

Os adolescentes ainda são o foco principal das agências e escolas, e isso não acontece à toa. A idade em que eles se encontram geralmente é bastante relacionada à transição entre a vida escolar e a vida profissional. Por isso, a experiência adquirida em uma temporada no exterior tende a beneficiá-los de diversas maneiras tanto em sua vida pessoal como na profissional. O ganho mais substancial constantemente adquirido por esses jovens é a de compreender que o mundo não é somente o seu quarto, seus amigos ou sua escola. Depois dessa experiência, os jovens costumam voltar mais responsáveis e independentes, preparados para se adequar a novas culturas, rotinas e pessoas. Para muitos especialistas, essa é a faixa etária ideal para se fazer um intercâmbio, pois, o jovem é desafiado pelo sentimento de insegurança, tanto pela parte do idioma, quanto pela distância e a ausência dos pais.
Entre 18 e 26 anos, pode se encontrar cursos no estilo au pair, que aliam estudo e trabalho, geralmente mais comum para garotas. Nesse tipo de programa o que normalmente ocorre é uma garota ser recebida em um país de língua estrangeira por uma família que tenha uma ou mais crianças, tendo como responsabilidade cuidar delas e da administração doméstica, recebendo moradia e uma bolsa de estudos. É uma boa oportunidade para jovens que almejam vivenciar um novo país, aprender ou reforçar outro idioma e trabalhar remuneradamente neste período.
Após os 18 anos e sem limite de idade, as agências costumam oferecer cursos de idiomas com duração entre 1 e 24 semanas com carga horária entre 15 e 40 horas semanais. Em algumas escolas o estudante pode trabalhar no regime semi-integral ou até mesmo integral, seja na própria instituição de ensino ou até mesmo fora dela. Essa variação na permissão de trabalho ocorre por obedecer a legislação do país em que se encontra a escola ou por regras estabelecidas pela própria instituição de ensino.

Carteira de Motorista na Austrália


Carteira de Motorista na Austrália

Como já sabíamos desde o ínicio, nós como residentes permanente, teríamos que fazer a carteira de motorista australiana pois a nossa do Brasil deixaria de valer após 3 meses da chegada na Austrália.
Senta que lá vem história…
Cada Estado possui suas particularidades quanto a lei de trânsito, no geral os testes e o procedimento são similares, porém nós já havíamos acessado o site de South Australia e vínhamos fazendo os simulados do teste teórico no site deles, quando chegamos em New South Wales, percebemos que o site, o simulado e as perguntas eram um pouco diferentes, a princípio posso dizer que NSW possui mais informações e o simulado é bem melhor elaborado.
AU
Estas são as etapas para se conseguir uma carteira de motorista na Austrália. Como vocês podem observar é um longo caminho, de pelo menos 4 anos para se conseguir a carteira permanente.
Porém o nosso caso é diferenciado, nós já tínhamos carteira no Brasil e como imigrantes precisávamos apenas passar num teste teórico para já ganhar a primeira carteira de motorista de Learner (aprendiz), que para nós não vale de nada pois o Learner só pode dirigir acompanhado por alguém que já tenha a carteira definitiva.
Portanto o próximo passo, seria fazer a prova prática para então conseguir a carteira de motorista permamente e se livrar disso de uma vez.
O teste é EXATAMENTE igual ao simulado e é possível baixar todas as questões que podem cair no teste para estudar. Portanto esta etapa é fácil.
Minha experiência de vida:
Agendei o teste pelo site, paguei a taxa de A$ 38.00 e me apresentei na segunda-feira (15/11) 15 minutos antes do horário marcado como solicitado.
Chegando no local foi só pegar a senha e aguardar exatos 5 segundos para o guichê me chamar Surprised smile.
Apresentei todos os documentos solicitados, após conferir várias vezes minha assinatura e fazer o cara crachá, o cara solicita para eu fazer o teste de visão, o qual já quase me embabaquei, não por falta de visão, mas é que tinha um ‘J’ e um ‘G’ seguidos (e soletrar em inglês nunca foi meu forte), mas depois de engasgar, me concentrei e falei tudo certinho hehe.
Depois fui encaminhada para uma salinha com vários computadores, sendo que os mesmos ficam um do lado do outro sem nenhuma obstrução, sendo possível ver o teste dos que estavam ao meu lado.
Tudo pareceia estar muito fácil até eu sentar e perceber que a mulher ao meu lado lia as questões baixinho, como uma carola rezando o rozário, aí o sangue ferveu.
O teste possui 45 questões, dividido em 3 partes, a primeira com 15 questões, das quais você pode errar 3, a segunda com 20 questões, das quais você pode errar somente 1 e a última com 10 questões, das quais você também só pode errar 1.
Se caso passar do limite de erros o computador já cancela o teste automaticamente.
Quando eu já tinha passado da questão 20, chega uma pessoa (não citarei a nacionalidade para não generalizar), senta ao meu lado e inicia seu teste.
Enquanto isso a mulher do rozário termina o teste dela e fica em pé aguardando que alguém venha até ela para falar o resultado e ela fica posicionada atrás de mim, olhando para o meu teste, QUE AGONIA!!!
Eu ainda não tinha nem chego na questão 40, quando de repente a ‘terceira pessoa’, grita ao meu lado: YES! YES! YES! Uhuuuullll!!! I passed!!! (Eu passei). Aí o sangue evaporou!!!!
Daí foi a vez dela ficar em pé olhando para o meu teste. Confesso que fiquei impressionada com a rapidez da ‘pessoa’.
Finalmente consegui terminar meu teste sem errar nenhuma (o sistema já confirma cada acerto ou erro na tela) e também levantei (a pessoa ainda estava de pé e puxa assunto comigo):
- Did you pass? (very very excited) / Você passou? (muito muito empolgada).
- I think so. (very very c* face / Acho que  sim (muito muito de saco cheio).
Um cara chega para finalizar o teste de nós duas e ela insiste em perguntar para o cara se ela tinha passado, só para escutar o coitado forçando um: Congratulations! (Parabéns!)… Haja paciência!
Então ele encerra nossos testes, confirma que as duas passaram e pede para que aguardemos sentadas que ele iria nos chamar.
Eu sentei e a ‘very excited’ ficou de pé dando pulinhos ao lado do guichê… Gente doida!
Aí o cara chama ela primeiro e pede o passaporte dela, não sei o que aconteceu, mas só escutei ela falando: I will come back tomorrow (voltarei amanhã) e saiu de cara fechada.
Agora era minha vez, mui organizada que sou, claro que estava com todos os documentos, ele conferiu tudo de novo, mais a assinatura, mais o cara crachá, todo o roteiro novamente e mais A$ 21.00. Tirou uma foto e pediu para eu aguardar que já receberia a carteira de motorista (fiquei de cara).
Aí de repente uma mulher chama para entregar a carteira, bem alto:
DAIÊNGHELA! Exatamente com esta pronúncia, fui obrigada a rir internamente e lembrei das minhas queridas Ladies. Nós ficávamos sempre zuando uma com o nome das outras e bem no fim, profecia cumprida, aqui eu sou a Lady Dai.
1
Agora tenho uma carteira de motorista de Learner, várias plaquinhas com o ‘L’ para colocar no carro (uso obrigatório) e ninguém com uma carteira permanente que queira andar comigo toda hora.
Portanto, o próximo passo é agendar o teste prático e pagar algumas aulas com um instrutor.
Posso tentar fazer o teste direto, mas eu não me garanto (nem com as aulas do instrutor… Barbeiraaa), lembrando sempre que aqui é mão inglesa e que apesar de eu não ligar mais o parabrisa no lugar da seta e não ter mais o reflexo de mudar a marcha na porta, eu ainda tenho que me concentrar muito para não fazer algo ao contrário, registrando também que como pedestre eu sou horrível e continuo insistindo em olhar para o lado errado da rua toda vez que vou atravessar.
Ahhhh… Eu já contei que o Charles dirigiu aqui na rótula no sentido anti-horário? (Lembrando que aqui o sentido é horário) Mas vamos deixar esta história para uma outra oportunidade, afinal, nós sobrevivemos (e este post já está longo demais)! Winking smile

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Abra o seu proprio negocio na Australia


A ideia de abrir uma empresa na Austrália já passou pela cabeça de muitos brasileiros que vivem no país. Com uma estrutura legal e fiscal livre de burocracias e complicações, você também pode fazer planos de ser seu próprio chefe.
Acredite se puder: o processo de abertura de um novo negócio na Austrália pode demorar apenas duas horas e muitos dos registros exigidos junto ao Fair Trading, ATO (Australian Taxation Office) e ASIC (Australian Securities and Investments Commission) podem ser pedidos online. No quesito praticidade, o Brasil sai perdendo em relação à Austrália e a grande responsável é a burocratização.
Segundo um levantamento do Sebrae SP, a abertura de uma empresa no país chega a levar até 152 dias. No Brasil, o processo envolve o registro do contrato na junta comercial do estado, retirada do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) com a receita federal, alvará de funcionamento junto ao município onde o negócio irá operar e, se necessário, inscrição junto à receita estadual. A chamada Central Fácil, que reúne em um só espaço representantes de diversas instituições que atuam no processo de abertura e legalização de empresas, está disponível em alguns estados, mas não em todos.
Por isso, se você já teve seu negócio no Brasil (ou ouviu reclamações de micro-empresários sobre os entraves envolvidos na abertura e manutenção de suas empresas), saiba que na Austrália as coisas são bem diferentes. Alguns tipos de negócio, de fato, requerem licenças e registros específicos, mas em geral, outros registros (como nome do negócio, domínio, marca registrada, etc.) e o ABN (Australian Business Number) podem ser obtidos online. 
Uma vez em funcionamento, a carga tributária, seu período de pagamento ao governo e a maneira como as informações devem ser enviadas também é comparativamente mais simples. No Brasil, as informações devem ser processadas mensalmente e são rastreadas por CPF (Cadastro de Pessoas Físicas), CNPJ e número de nota fiscal, o que torna praticamente impossível o funcionamento da empresa sem a assistência de um bom contador. No caso de atrasos, a multa é certa, e ela pode variar de R$550 a R$50.000 dependendo da declaração que não foi enviada.
As declarações a serem prestadas na Austrália variam de acordo com o tamanho e a natureza do negócio. Entre elas estão o BAS (business activity statement), IAS (installment activity statement), PAYG (pay as you go) summary e o ‘tax return’, prestação de contas anual e obrigatória para todas as empresas em funcionamento no país. Já o Brasil tem uma dezena de impostos diferentes, incluindo o DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte), DCFT (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) e muitos outros.
Decidiu fechar a empresa? Sem problemas. Na Austrália, desde que você esteja quite com suas obrigações com terceiros, incluindo funcionários e fornecedores, o processo pode ser concluído sem qualquer complicação.
Em suma, dependendo do negócio que pretende abrir na Austrália, você não precisará necessariamente dos serviços regulares de um contador, mas a opinião de um profissional faz a diferença na hora de analisar riscos, obter financiamento, entender as obrigações legais e fiscais junto ao governo, configurar e manter registros de contabilidade. Embora o pagamento de impostos na Austrália seja bastante simplificado, é importante desenvolver uma estrutura efetiva, que permita traçar metas e usufruir de todos os benefícios disponíveis para pequenas empresas no país.
E lembre-se: o crescimento do seu negócio também está associado ao aumento de suas responsabilidades. Se tiver dúvidas sobre como abrir e administrar sua empresa na Austrália sob o ponto de vista financeiro, não deixe de consultar um profissional da área.
Luiz Hilst é contador formado pelo IESP-PB e nos últimos 10 anos vem prestando assessoria contábil e empresarial para clientes em diversas áreas. Na Austrália desde 2006, ele é gerente da ALLTAX (www.alltax.com.au).

Custo de Vida na Australia


Custo de Vida


Uma pergunta frequente de quem está planejando estudar na Austrália: quanto vou gastar por mês? Infelizmente, não há uma resposta exata, uma vez que o custo varia de pessoa para pessoa, de cidade para cidade, além de outros fatores.
Mas para que você tenha uma idéia e possa projetar os seus gastos, pesquisamos alguns intens em 3 das principais cidades australianas. Na parte de supermercado, como na Austrália os produtos “home brand” (do próprio estabelecimento) são muito comuns, usamos eles como base.

ACOMODAÇÃO

AcomodaçãoSydney (semana)Sydney (mês)Melbourne (semana)Melbourne (mês)Gold Coast (semana)Gold Coast (mês)
Homestay$240$960$200 a $220$800 a $880$200 a $220$800 a $880
Share accommodation$140$560$110 a $160$440 a $640$110$440
Backpacker$175 a $210$700 a $840$115 a $165$460 a $660$175 a $210$700 a $840

TRANSPORTE

Tipo de ticketSydney (semana)Sydney (mês)Melbourne (semana)Melbourne (mês)Gold Coast (semana)Gold Coast (mês)
Weekly$35$140$28.00$104.50$28.80$110 a $120

CESTA BÁSICA

ItemQuantidadeSydneyMelbourneGold Coast
Arroz1kg1.721.601.39
Carnekg15,9915.008.00
Leite1L1.091.101.09
Pão de Forma1 pacote1.691.501.09
Café1kg3.99 (200g)6.503.78 (50g) 3.99 (100g)
Açúcar1kg1.451.401.22
Farinha de trigo1kg0.951.000.95
Tomate1kg2.481.901.99
Batata1kg1.480.901.34
Cebola1kg2.981.300.99
Banana1kg3.993.784.69
Óleo de soja1L5.56 (Canola)3.98 (Canola)3.69
Manteiga1 pote de 250 g3.32 (500g)1.171.09
Margarina1 pote de 250g2.49 (500g)0.701.29 (500g)
Ovos1 dúzia2.292.682.59
Macarrão500g0.590.630.59
Sal1kg0.79 (500g)1.001.48
Papel higiênicoPacote com 8 rolos5.494.503.39
Pasta de denteTubo 150g2.993.212.49
Iogurte1 kg4.995.003.89
Cereal matinal500g3.99 (750g)1.313.10
Em relação à cerveja, ela varia de acordo com o lugar. Comprando em bottle shop, que são as únicas lojas onde você encontra bebida alcoólica para levar pra casa, uma long neck custa cerca de $ 2.50 a $ 3. Já nos pubs, onde não é cobrada entrada, uma cerveja de 425 ml sai em média por $ 5. Por outro lado, nas baladas, onde em geral se paga entre $ 5 a $ 20 para entrar, a mesma cerveja de 425 ml não sai por menos de $ 6.

Money o todo poderoso dollar Australiano



A alta do dólar australiano tem reflexos positivos e negativos para os brasileiros - e outros estrangeiros - que vivem na Austrália. Entenda as razões que levaram ao atual momento cambial e saiba como se beneficiar dele.
Quem vem acompanhando a oscilação do dólar australiano nos últimos sete anos notou uma forte valorização da moeda, iniciada em 2010. Desde 2005, a média de câmbio entre o dólar australiano e o real era de R$ 1,50, com baixas de R$ 1,35 e picos de R$ 1,60. No final de 2010, foi iniciado um período de forte alta, que perdura até hoje, com um câmbio superior a R$ 1,80.  
O fator determinante para a valorização do dólar australiano foi a crise econômica mundial, iniciada em agosto de 2008, que até hoje tem forte reflexo no panorama financeiro global. Passada a histeria inicial, os mercados retomaram um equilíbrio relativo em 2009 e 2010, sempre com indícios de que a crise voltaria a assolar a economia, o que de fato aconteceu em 2011.  
Crises globais afetam predominantemente as economias mais desenvolvidas, mas em um mundo globalizado, são raros os países que escapam ilesos.  Outro fator que teve influência determinante na alta de moedas como o dólar australiano foi a guerra cambial entre China e Estados Unidos. Ambos os países passaram a desvalorizar suas respectivas moedas para exportarem mais e, consequentemente, aquecerem suas economias. Países como Austrália e Brasil, que têm na exportação de commodities uma de suas bases econômicas, assistiram uma robusta valorização de suas moedas no mercado financeiro mundial.  
Mas o que isso tudo tem a ver com você? A alta do dólar australiano tem impactos positivos e negativos na vida dos brasileiros que moram na Austrália. Para aqueles que buscam investir no país, a alta da moeda pode ser sentida na elevação de preços, por exemplo, dos imóveis. Quem exporta produtos da Austrália também observa o encarecimento das mercadorias, com perda de competitividade ou diminuição da margem de lucro. As consequências para o país são a queda nas exportações, na entrada de turistas e no consumo interno. Menos vendas resultam em baixa rotatividade financeira, o que afeta também na oferta de empregos.
A economia australiana é forte nos setores de mineração, agricultura, pecuária, construção civil e turismo, incluindo o turismo estudantil. Todas essas áreas são afetadas pelo atual panorama econômico e pela alta do dólar australiano. O fluxo de remessa de dinheiro entre Brasil e Austrália também se alterou, uma vez que, muitos dos brasileiros que estão estudando na Austrália vêm recebendo dinheiro do Brasil para arcarem com despesas de cursos e acomodação.
Agora as boas novas: se você pensa em investir em imóveis, negócios ou até mesmo em lazer no Brasil, verá que seu dinheiro vale mais. Quem importa produtos do Brasil para a Austrália também atravessa um ótimo momento, pois pode comprar volumes superiores a preços relativamente inferiores. Muitos brasileiros, assim como norte-americanos e europeus, estão aproveitando o momento para trabalhar na Austrália. Se você tem planos de voltar ao seu país de origem, lembre-se: estamos na fase mais propícia dos últimos cinco ou seis anos para ganhar dinheiro, poupar e investir.

Eduardo Cardoso 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Materia super interessante do Jerry (Habitos que criei na Australia)

Quando cheguei à Austrália, back in 2006, ficava surpreso com quase tudo. Apesar da cultura australiana não ser absurdamente diferente da brasileira, ainda assim por várias vezes tive algum tipo de choque cultural que ia da comida ao trânsito. Hoje já me acostumei com quase tudo e criei esta lista de hábitos que criei aqui na Austrália

Pode parecer caipira, mas não me lembro de ver ou usar uma kettle no Brasil. Sempre que precisava ferver água colocava um conteiner no microondas ou uma panela no fogo. Aqui toda casa, literalmente todas, tem um kettle na cozinha. Depois de muito tempo aqui comprei o meu e hoje uso quase que diariamente.

O Chá da tarde é uma tradição inglesa que continua viva aqui na Austrália. De fato, muitos dos costumes australianos vem da terra da rainha, só não entendo ainda como um país com tão forte influência inglesa pode não gostar de futebol. No verão aposentei temporariamente o chá, mas no inverno ele é a bebida preferida da tarde.

A primeira vez que dirigi aqui na Austrália foi um choque. Sentia que todos estavam errados e eu certo. Buzinavam para mim a quase toda semana (e aqui ninguém buzina)  e literalmente cheguei a me irritar umas 3 vezes por confusões no trânsito. Com o tempo fui percebendo que o errado era eu e hoje fico em choque quando tenho que dirigir no Brasil.

No Brasil dificilmente ia pra cama antes da uma da manhã. Aqui na Austrália se você ligar para alguém às 10 da noite certamente esta pessoa estará dormindo. Não vou pra cama tão cedo, mas aqui depois das 11 da noite raramente se vê alguma luz acesa. As crianças vão pra cama no máximo às 8 da noite. Outro dia conversei com uma amiga Australiana de uns 23, 24 anos que disse que as 9:30 da noite pontualmente todos os dias ela já está dormindo. A Michelle tem uma amiga que às 9 da noite já está na cama. Não consigo dormir tão cedo, mas tenho evitado dormir tão tarde como fazia no Brasil.

Acho que ainda não me adaptei a tudo neste sentido, mas aqui na Austrália eles levam absolutamente tudo a sério. Por exemplo. Se no Brasil você combina com um amigo de andar de bicileta ele simplesmente aparece na sua casa e vocês saem. Aqui o cara vai comprar a melhor bicileta, vai comprar todas as roupinhas de ciclista, vai comprar todos os equipamentos, velocímetro, e todas as parnafenalhas que você imaginar e ai sim vai aparecer na sua casa.

Isso hoje me irrita demais entre os brasileiros. Aqui todo mundo é pontual e eu rapidamente peguei o mesmo hábito. Ontem marcamos de encontrar uma pessoa e eu cheguei 40 minutos atrasado. Sinceramente fiquei desesperado, pensei que o cara fosse me xingar e achei que ele nem fosse me atender mais quando eu chegasse a casa dele. Aqui se você marca algo às 8 da noite, não é 7:55, não é 8:10. É as 8 em ponto. Os brasileiros aqui ainda sofrem com isso. Conheci brasileiros que perderam o emprego aqui por chegarem todo dia 10, 15 minutos atrasados. Aqui não existe esta regalia, a não ser que seu trabalho seja flexível, geralmente como acontece para quem trabalh em alguns escritórios, 15 minutos de atraso pode significar que você não é comprometido o suficiente com seu trabalho.

Algo que aprendi, ams às vezes esqueço. Mais que um jargão, o No Worries Mate é um estilo de vida. Pra que se preocupar tanto com a vida se ela passa tão depressa.

Não praticava snowboarding no Brasil, apesar de uma das melhores estações ficar no Chile e Bariloche na Argentina também ter outra boa estação. Aqui comecei a praticar snowboarding e virou um vício, tanto que sempre que posso viajo para lugares onde tem neve para fazer snow.

Aqui, principalmente entre os australianos e não com os estrangeiros, o povo trabalha para viver e não vive para trabalhar, apesar de que isso tem mudado bastante nos últimos anos. O trabalho é apenas uma parte da vida das pessoas, mas não é a vida toda de quase ninguém. A grande oferta de empregos fez até que por um tempo o povo fosse um pouco relapso. Se eles não gostavam do trabalho simplesmente pediam as contas e iam embora.
Tudo isso vai depender muito da empresa onde você trabalhar, nem todas as empresas são assim, quanto maior o salário, ou dependendo da profissão, maiores as cobranças. Mas no geral o Australiano curte mais a vida do que trabalha. Quem trabalha são os estrangeiros que vem com aquela mentalidade infeliz de que precisam trabalhar para ganhar o máximo de dinheiro possível e serem bem sucedidos. Nunca vi um deles ser, mas tudo bem.
Outra coisa que vai depender é se você se sentirá satisfeito ganhando um pouco menos. Digo isso, pois quem quer crescer profissionalmente e ter melhores salários, aqui, como em qualquer lugar no mundo, vai ter que ralar muito, trabalhar até tarde, finais de semana, etc. Agora se você quer trabalhar menos e ter uma vida mais tranquila é possível, mas tudo tem seu preço.